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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Planejando um Jardim


Cada Jardim possui Identidade própria que irá refletir o gosto pessoal do dono. Na composição do jardim a escolha das plantas, o local, a distribuição interna, a posição em relação à trajetória do sol, entre outros, são fatores que devem ser considerados, como também a combinação de cores, a visão geral do jardim, a harmonia entre a vegetação já existente e
a casa, entre outros.
A seguir algumas dicas:
- Buscar sempre harmonia com a paisagem local;
- Colocar os canteiros floridos próximos das áreas da casa, onde as pessoas passam a maior parte do tempo. Ex: Entradas próximas à garagem, ao redor de varandas, e áreas de lazer.
- Colocar os gramados ao redor de áreas de uso para lazer. Ex: piscinas, quadras de esportes, playground;
- Para quebrar a monotonia dos gramados, usar canteiros
com palmeira de leque (Latêmla lantaroides) ou falsa latânla (Livistonia chinensis) com bordaduras de hemeocale;
- As áreas mais íntimas da casa podem ser protegidas com cerca-viva. Ex: Divisão de terraços com quartos, separados de área de playground com piscina, garagem e cozinha;
- Observar a necessidade de obras de infraestrutura como: drenos, valetas de Infiltração, tubulações diversas;
- Observar a proximidade de pontos de água e de energia elétrica (uso de corta dores de grama);
- Na combinação das espécies, evitar diversificar demais as plantas que produzem flores na mesma época;
- Procurar a harmonia do Jardim, levando em conta a
vegetação nativa da região e as condições do local; Ex: Jardins nas cidades grandes - use plantas mais resistentes à poluição e a variações climáticas como a Azaléia, Hibiscos, Bauhínia, Hermacole e Agapanto;
-Jardim a beira mar - use espécies tropicais como coqueiros, palmeiras e flores como: Estrelitzia e Helicônia;
-Jardins nas montanhas - use arbustos de folhagens exuberantes e resistentes como: Pinheiro, Cedrinho, Hibiscos, Latônia e Amor - perfeito; 
- Ter sempre espécies de porte diferente: árvores, palmeiras,bambus,arbustos,trepadeiras,flores,gramados; 
buscando mais harmonia no Jardim; 
- As árvores devem vir ao fundo; 
- Os arbustos logo após e os gramados e canteiros bem na frente. Isto faz com que você tenha uma visão global e dá impressão de profundidade.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

FONTES DE ENERGIA LIMPA E SUSTENTABILIDADE:


Quando se fala em “energia limpa”, não estamos falando de um tipo de geração de energia que não cause nenhum impacto ambiental, pois, até o momento, esse sonho ainda não se tornou realidade. Na verdade, a energia limpa refere-se àquela fonte de energia que não lança poluentes na atmosfera e que apresenta um impacto sobre a natureza somente no local da instalação da usina. Entre as formas de energia que atendem a esses requisitos estão: energia eólica, energia solar, energia maremotriz, energia geotérmica, energia hidráulica e energia nuclear. Todas essas formas de energia causam impactos ambientais, mesmo que sejam mínimos, porém, não interferem na poluição em nível global. Vamos falar agora resumidamente de cada um desses tipos de energia limpa:

Energia eólica: Instalam-se eólias, isto é, hélices presas em um pilar, que captam a energia mecânica produzida pelos ventos para transformá-la em energia elétrica. A instalação desse tipo de usina pode causar alteração na paisagem, poluição sonora, interferência em transmissões de rádio e televisão, além da ameaça aos pássaros.
* Energia solar: Os painéis solares com células voltaicas, cujo principal componente é o silício, captam a energia do sol que pode ser usada em residências para aquecer a água e ambientes, além de, de forma indireta, produzirem energia elétrica.
Entre os impactos ambientais, temos os que ocorrem somente na extração e no processamento do silício. Infelizmente o custo da instalação desse tipo de geração de energia ainda continua elevado, não sendo acessível para a maioria da população. Mas o custo da construção dos painéis solares vem diminuindo e, com o tempo, o gasto inicial é compensado pela economia na conta de energia elétrica convencional. A energia eólica e solar são exemplos de formas de energia limpa
Energia maremotriz: A energia cinética proveniente das ondas dos mares é aproveitada para gerar energia elétrica ao passar pelas turbinas.
Energia geotérmica: “Geo” significa terra e “térmica” corresponde a calor, portanto, a energia geotérmica é a energia calorífica da terra. Ela é oriunda do magma que fica a menos de 64 km da superfície terrestre. Esse calor faz a água de camadas subterrâneas evaporar e esse vapor é conduzido por meio de tubos até lâminas de uma turbina que são giradas por ele. Um gerador transforma essa energia mecânica em elétrica.

Os tipos de energia citados até agora são os que causam menos impactos ao meio ambiente, porém não possuem um rendimento muito apreciável. As analisadas a seguir têm maior rendimento, maior versatilidade e, infelizmente, maior impacto ambiental:

*Energia hidráulica: São construídas grandes usinas hidrelétricas que aproveitam o movimento das águas de rios que possuem desníveis naturais ou artificiais. A construção dessas usinas pode causar alagamentos, mudanças na paisagem original, deslocamento populacional, destruição de ecossistemas, entre outros. A construção de usinas para a geração de energia hidráulica gera grande impacto ambiental.
* Energia nuclearAs reações de fissão nuclear resultam na emissão de uma quantidade colossal de energia, que é usada nessas usinas para aquecer a água. O vapor gerado faz as turbinas girarem, produzindo energia elétrica. Para entender melhor como ocorre esse processo, leia o texto Reator NuclearA construção e manutenção de uma usina nuclear possui custo muito elevado, riscos de acidentes, problemas com o lixo nuclear gerado e ainda tem o problema da água aquecida que retorna aos lagos, rios e mares, podendo causar a morte de peixes e outros seres vivos.

Biocombustíveis: São produzidos a partir da biomassa, ou seja, de matéria orgânica animal e vegetal. Dois que chamam a atenção atualmente são o etanol, produzido no Brasil a partir da cana-de-açúcar e, em outros países, como os Estados Unidos, a partir do milho; e o biodiesel, obtido a partir de óleos vegetais, residuais (como de frituras) e gorduras animais.


VIOLÊNCIAS (SEXUAIS OU NÃO) CONTRA O SER HUMANO

A violência sexual contra crianças e adolescentes é o envolvimento destes em atividades sexuais com um adulto, ou com qualquer pessoa um pouco mais velha ou maior, nas quais haja uma diferença de idade, de tamanho ou de poder, em que a criança é usada como objeto sexual para gratificação das necessidades ou dos desejos do adulto, sendo ela incapaz de dar um consentimento consciente por causa do desequilíbrio no poder ou de qualquer incapacidade mental ou física. Crianças e adolescentes não estão preparados física, cognitiva, emocional ou socialmente para enfrentar uma situação de violência, seja ou não sexual. A relação sexualmente abusiva é uma relação de poder entre o adulto que vitima e a criança que é vitimada. 

ESTUPRO: violência sexual envolvendo o ato com penetração entre pênis e vagina;
ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR: violência sexual envolvendo penetração no corpo masculino de forma forçada.
A violência sexual não ocorre apenas quando a criança “perde a virgindade, ” isto é, pelo estupro, mas por uma série de atividades que podem ser separadas em três grupos:
  • Verbal: xingar; chantagear; humilhar; desvalorizar;
  • Comportamental: discriminar; excluir; ignorar direitos;
  • Física: apertar; bater; ferir; espancar; estuprar.
NÃO ENVOLVENDO CONTATO FÍSICO:
  • Discussões abertas sobre atos sexuais destinadas a despertar o interesse da criança ou chocá-la.
  • Telefonemas obscenos.
  • Convites explícitos ou implícitos para manter contatos sexualizados.
  • Exibicionismo – exposição intencional (e não natural) do corpo nu de um adulto ou de partes dele a uma criança.
  • Voyeurismo - espionagem da nudez total ou parcial de uma criança por um adulto.
  • Aliciamento pela internet ou pessoalmente.
  • Estímulo à nudez.
  • Fotografia e/ou filmagem de crianças para gratificação pessoal ou para exposição na internet.
Envolvendo contato físico
  • Passar a mão no corpo da criança.
  • Coito (ou tentativa de).
  • Manipulação de genitais.
  • Contato oral-genital e uso sexual do ânus.
  • Beijar a criança na boca.
  • Sexo oral (felação ou cunilíngua no abusador ou na criança).
  • Ejacular na criança.
  • Colocar objetos na vagina ou ânus da criança.
  • Penetrar o ânus com o dedo.
  • Penetrar o ânus com o pênis.
  • Penetrar a vagina com o dedo.
  • Colocar o pênis entre as coxas de uma criança e simular o coito.
  • Forçar a criança a praticar atividade sexual com animais.
ENVOLVENDO VIOLÊNCIA FÍSICA
  • Estupro associado à brutalidade ou mesmo assassinato de crianças como formas progressivamente mais violentas de ataque sexual.
  • Abuso sexual associado ao cárcere privado.
QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA SEXUAL NA VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A violência sexual não é uma experiência da qual a criança ou adolescente se esquece do assunto que se deve evitar. Ao contrário, a violência sexual pode acarretar graves prejuízos ao saudável desenvolvimento psicossocial e físico de uma criança ou adolescente, tais como:
  • Alto nível de ansiedade.
  • Tristeza profunda.
  • Agressividade.
  • Instabilidade emocional.
  • Medo ou pavor da figura agressora.
  • Confusão de sentimentos em relação à figura agressora (amor e ódio).
  • Pensamentos suicidas.
  • Exacerbação da sexualidade.
  • Isolamento social.
  • Regressão no desenvolvimento escolar.
  • Drogadição e/ou dependência do álcool.
  • Desenvolvimento de condutas antissociais.
  • Distúrbios do sono.
  • Aversão ao próprio corpo ou a pessoas do sexo do agressor.
  • Sintomas somáticos.
  • Gravidez precoce e indesejada.
  • Doenças sexualmente transmissíveis.       
Formas de Violência:

Intrafamiliar: se existe um laço familiar ou uma relação de responsabilidade entre o abusador e o abusado;
Extrafamiliar: se o abusador não possui laços familiares ou de responsabilidade com o abusado. O abusador pode ser um desconhecido ou, alguém que a criança ou adolescente conhece e confia;
Institucional: o abuso que ocorre em instituições governamentais e não governamentais que são responsáveis por prover, para crianças e adolescentes, cuidados substitutivos aos da família;

Incesto: Atividade sexual envolvendo crianças e adolescentes e um adulto que tenha com eles uma relação familiar, de afinidade ou de responsabilidade;
Pedofilia: É uma perversão sexual, onde adultos apresentam uma atração sexual, exclusiva ou não, por crianças e adolescentes. Costuma ser uma pessoa acima de qualquer suspeita.
QUEM É E QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DO AGRESSOR SEXUAL?
O agressor sexual pode ser qualquer pessoa que se aproxima da criança, ganhando sua confiança e afeto para, então, praticar atos sexualmente abusivos. Essa é a estratégia utilizada pela maioria dos agressores sexuais, podendo, inclusive, ter a confiança dos adultos responsáveis pela criança ou adolescente. Em geral, são pessoas da família - pais, padrastos, tios, avós e até irmãos mais velhos – seguidas por pessoas conhecidas da família. Exercem suas funções sociais de forma adequada, são bons vizinhos, bons colegas de trabalho, o que produz maior confusão, pois deles não se espera uma atitude tão degradante. Isso não exclui o fato de que outras violências abrem a porta para a violência sexual, pois pessoas abusivas não respeitam as necessidades ou peculiaridades de suas vítimas, e suas ações podem envolver outras formas de violência contra a criança ou adolescente.
O QUE FAZER QUANDO HÁ SUSPEITA DE VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇA OU ADOLESCENTE?
A violência sexual não é um assunto que diz respeito apenas à vítima. Proteger a criança e o adolescente de toda forma de violência é uma responsabilidade do Estado, da família e de toda a sociedade. Quando há suspeita de violência sexual, é importante acionar uma das instituições que atuam na investigação, diagnóstico, enfrentamento e atendimento à vítima e suas famílias: Conselhos Tutelares, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude (PJDIJ), 1ª Vara da Infância e da Juventude (1ª VIJ), Disque 100 ou 156.
LEI MARIA DA PENHA: Lei nº 11.340 de 7/8/2006
A Lei Maria da Penha estabelece que todo o caso de violência doméstica e intrafamiliar é crime, deve ser apurado através de inquérito policial e ser remetido ao Ministério Público. Esses crimes são julgados nos Juizados Especializados de Violência Doméstica contra a Mulher, criados a partir dessa legislação, ou, nas cidades em que ainda não existem, nas Varas Criminais. 
A Lei n. 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006, passou a ser chamada Lei Maria da Penha em homenagem à mulher cujo marido tentou matá-la duas vezes e que desde então se dedica à causa do combate à violência contra as mulheres. A lei também tipifica as situações de violência doméstica, proíbe a aplicação de penas pecuniárias (não podem pagar na forma de multa) aos agressores, amplia a pena de um para até três anos de prisão e determina o encaminhamento das mulheres em situação de violência, assim como de seus dependentes, a programas e serviços de proteção e de assistência social.
Maria da Penha é uma pessoa real e quase foi assassinada - A história da farmacêutica bioquímica Maria da Penha Maia Fernandes deu nome para a Lei nº 11.340/2006 porque ela foi vítima de violência doméstica durante 23 anos. Em 1983, o marido tentou assassiná-la por duas vezes. Na primeira vez, com um tiro de arma de fogo, deixando Maria da Penha paraplégica. Na segunda, ele tentou matá-la por eletrocussão e afogamento. Após essa tentativa de homicídio, a farmacêutica tomou coragem e o denunciou. O marido de Maria da Penha foi punido somente após 19 anos.
Lei diminuiu em 10% os assassinatos contra mulheres - Segundo dados de 2015 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a lei Maria da Penha contribuiu para uma diminuição de cerca de 10% na taxa de homicídios contra mulheres praticados dentro da residência das vítimas.
Reconhecida pela ONU - A lei Maria da Penha é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra as mulheres.
98% da população conhece a legislação - Apenas 2% das pessoas no País nunca ouviram falar da lei Maria da Penha, segundo a pesquisa Violência e Assassinatos de Mulheres (Data Popular/Instituto Patrícia Galvão, 2013). Para 86% dos entrevistados, as mulheres passaram a denunciar mais os casos de violência.
Também pode valer para casais de mulheres e transexuais - A aplicação da lei Maria da Penha garante o mesmo atendimento para mulheres que estejam em relacionamento com outras mulheres. Além disso, recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo garantiu a aplicação da lei para transexuais que se identificam como mulheres em sua identidade de gênero.
Lei vai além dá violência física - Muitas pessoas conhecem a lei Maria da Penha pelos casos de agressão física. Mas a lei vai além e identifica também como casos de violência doméstica:
- Sofrimento psicológico, como o isolamento da mulher, o constrangimento, a vigilância constante e o insulto;
- Violência sexual, como manter uma relação sexual não desejada por meio da força, forçar o casamento ou impedir que a mulher use de métodos contraceptivos;
- Violência patrimonial, entendido como a destruição ou subtração dos seus bens, recursos econômicos ou documentos pessoais.
Prazo de 48h para proteção - Depois que a mulher apresenta queixa na delegacia de polícia ou à Justiça, o magistrado tem o prazo de até 48 horas para analisar a concessão de proteção. A urgência da lei corresponde à urgência dos problemas de violência contra a mulher.
O agressor não precisa ser o marido - Poucas pessoas sabem, mas a lei Maria da Penha também existe para casos que independem do parentesco. O agressor pode ser o padrasto/madrasta, sogro/sogra, cunhado/cunhada ou agregados, desde que a vítima seja mulher.
Lei terá Patrulha Rural - A secretária de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, assinou uma portaria em 2015 que criou a Patrulha Maria da Penha Rural, composta por policiais mulheres, para dar mais segurança às mulheres do campo. As patrulhas são diárias e passam nos lugares onde há indício de violência. Também servirão para controlar se a medida protetiva determinada por um juiz está sendo eficiente.


















Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST's


DEFINIÇÕES: As doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) são transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso de camisinha com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas DST’s podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. E isso requer que, se fizerem sexo sem camisinha, procurem o serviço de saúde para consultas com um profissional de saúde periodicamente. Essas doenças quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como infertilidades, câncer e até a morte.
CONDILOMA ACUMINADO (HPV) - O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papiloma vírus humano (HPV).
Sinais e Sintomas - A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas.
 Formas de contágio - A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual, que inclui o contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Portanto, a infecção pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Para a transmissão, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas, mas quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do vírus, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.
 Vacinas - Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero. Essa vacina, na verdade, previne contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma dessas vacinas é quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é bivalente, específica para os subtipos de HPV 16 e 18. A vacina funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, a presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo. É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, Papanicolau (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de DST. A partir de 2014, o Ministério da Saúde lança a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) no Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina adotada é a quadrivalente, que confere proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. O esquema de vacinação será o estendido, ou seja, 1º dose a partir de março de 2014, 2º dose seis meses depois, e 3º dose cinco anos após a 1º dose. A vacina será ofertada gratuitamente para adolescentes de 9 a 13 anos, nas unidades básicas de saúde e em escolas públicas e privadas. No entanto, sua implantação será gradativa. Em 2014, a população alvo será composta por adolescentes do sexo feminino na faixa etária de 11 a 13 anos. Em 2015, serão vacinadas as adolescentes entre 9 e 11 anos. A partir de 2016, serão vacinadas meninas de 9 anos de idade. No caso da população indígena, a população alvo é composta por meninas na faixa etária de 9 a 13 anos, no ano da introdução da vacina (2014) e de 9 anos a partir do segundo ano (2015).

HEPATITES - Grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo, a hepatite é a inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. São doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, esse último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite. 
Para saber se há a necessidade de realizar exames que detectem as hepatites observe se você já se expôs a algumas dessas situações:
  • Contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e E);
  • Transmissão sanguínea: praticou sexo desprotegido, compartilharam seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B,C e D);
  • Transmissão sanguínea: da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B,C e D).
No caso das hepatites B e C é preciso um intervalo de 60 dias para que os anticorpos sejam detectados no exame de sangue. A evolução das hepatites varia conforme o tipo de vírus. Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite (não possuindo potencial para formas crônicas). Isto quer dizer que, após uma hepatite A ou E, o indivíduo pode se recuperar completamente, eliminando o vírus de seu organismo. Por outro lado, as hepatites causadas pelos vírus B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas de infecção, quando a doença persiste no organismo por mais de seis meses. As hepatites virais são doenças de notificação compulsória, ou seja, cada ocorrência deve ser notificada por um profissional de saúde. Esse registro é importante para mapear os casos de hepatites no país e ajuda a traçar diretrizes de políticas públicas no setor.
TRICOMONÍASE - É uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Nas mulheres, ataca o colo do útero, a vagina e a uretra, e nos homens, o pênis.
Sinais e Sintomas - Os sintomas mais comuns são dor durante a relação sexual, ardência e dificuldade para urinar, coceira nos órgãos sexuais, porém a maioria das pessoas infectadas não sente alterações no organismo.
Formas de contágio - A doença pode ser transmitida pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada. Para evitá-la, é necessário usar camisinha em todas as relações sexuais (vaginais, orais ou anais). É a forma mais simples e eficaz de evitar uma doença sexualmente transmissível.
CANCRO MOLE - O cancro mole pode ser chamado de cancro venéreo, mas seu nome mais popular é “cavalo”. Provocado pela bactéria Haemophilus ducreyi, é mais frequente nas regiões tropicais, como o Brasil.
Formas de contágio - A transmissão ocorre pela relação sexual com uma pessoa infectada, sendo o uso da camisinha a melhor forma de prevenção.
Sinais e sintomas - Os primeiros sintomas - dor de cabeça, febre e fraqueza - aparecem de dois a 15 dias após o contágio. Depois, surgem pequenas e dolorosas feridas com pus nos órgãos genitais, que aumentam progressivamente de tamanho e profundidade. A seguir, aparecem outras lesões em volta das primeiras. Após duas semanas do início da doença, pode aparecer um caroço doloroso e avermelhado na virilha (íngua), que pode dificultar os movimentos da perna de andar. Esse caroço pode drenar uma secreção purulenta esverdeada ou misturada com sangue. Nos homens, as feridas aparecem na cabeça do pênis (glande). Na mulher, ficam na vagina e/ou no ânus. Nem sempre, a ferida é visível, mas provoca dor na relação sexual e ao evacuar.
CLAMÍDIA - A clamídia é uma doença infectocontagiosa que pode atingir homens e mulheres sexualmente ativos, nas mulheres pode se manifestar de forma assintomática. O agente transmissor é a bactéria Chlamydia trachomatis. Ela atinge a uretra e outros órgãos genitais conferindo ardor, dor ao urinar, aumento do número de micções e, em alguns casos, corrimento translúcido, principalmente ao amanhecer. Este pode se apresentar abundante e com pus, em alguns casos mais raros. Esta é uma DST (doença sexualmente transmissível), transmitida em relações sem o uso de preservativos com parceiro portador. O período de incubação é de aproximadamente quinze dias entre a relação sexual e o aparecimento dos sintomas. Durante este período, o portador já pode ser capaz de transmitir a doença.
Não há registro de casos de clamídia congênita (transmissão vertical, da mulher grávida para o feto). Entretanto, mães infectadas podem contaminar seus filhos no momento do parto, que podem contrair conjuntivite (oftalmia neonatal) ou mesmo pneumonia. Partos prematuros podem ocorrer.
Além do que já foi citado, a infecção pode causar também, nas mulheres, dor no baixo ventre, sangramento após a relação sexual, câimbra, tontura, vômito e febre. Nos homens, pode haver inflamação das estruturas próximas à uretra, como epidídimos, testículos e próstata. Na ausência de tratamento, indivíduos do sexo masculino podem ter suas uretras estreitadas. Já os do sexo feminino, gravidez nas trompas, parto prematuro e até esterilidade. Ambos correm o risco de sofrerem de infertilidade e passam a ter maior probabilidade de serem infectados pelo vírus da AIDS.
O diagnóstico consiste na coleta de material por esfregaço na uretra ou colo do útero, para que sejam feitos exames de imunofluorescência direta, a fim de identificar o agente infeccioso. Por se tratar de uma doença sexualmente transmissível, o uso de camisinha (mesmo em sexo anal ou oral) e higiene pós-coito são medidas necessárias quanto à prevenção. O tratamento consiste no uso de antibióticos e deve envolver tanto o paciente quanto seu (s) parceiro (s). A abstinência sexual é indicada. Pelo fato de haver grandes chances de reinfecção, recomenda-se que novos exames sejam feitos entre três e quatro meses após o término do tratamento.
GONORREIA - A gonorreia é também conhecida pelos nomes: blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, corrimento, escorrimento e pingadeira. É uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que afeta, principalmente, a uretra, tanto de homens quanto de mulheres. Como é uma DST (doença sexualmente transmissível), a prática sexual desprevenida - inclusive anal e oral - é uma forma de transmissão. Assim, ânus e faringe podem, também, se comprometer. A probabilidade de contaminação após o relacionamento com um parceiro doente é de 90%. Bebês correm o risco de serem infectados por suas mães, no momento do parto, apresentando danos oculares. Algumas mulheres podem ter a doença sem, no entanto, apresentarem sintomas. Esses aparecem aproximadamente dez dias após o contato. Nestas, dores na região inferior do abdome, hemorragia e dor ao urinar podem aparecer. Nos homens, inflamação, incômodo ao urinar e secreção com pus – características semelhantes às que ocorrem quando há infecção anal. Ínguas na região da virilha podem aparecer. Raramente, a bactéria se dissemina pela circulação sanguínea. Tal fato pode desencadear danos à epiderme, articulações, cérebro, faringe, olhos e válvulas cardíacas. O diagnóstico é feito pela análise do histórico do paciente e exame da secreção. O tratamento é feito com o uso de antibióticos, geralmente em dose única. A penicilina deixou de ser utilizada em razão da grande resistência que as bactérias adquiriram a ela. No caso da gonorreia ocular, chamada conjuntivite gonocócica, é acrescido o uso de colírios de nitrato de prata. Muitos postos de saúde distribuem as medicações gratuitamente. Relações sexuais e bebidas alcoólicas devem ser evitadas nesse período e por mais uma semana após o tratamento. Os parceiros de pessoas infectadas devem, também, se consultar, a fim de verificar se houve contágio. Não tratada de forma correta, pode causar infecção dos órgãos do sistema genital, com condições de originar esterilidade. O uso da camisinha (ou abstinência sexual) e o pré-natal são as únicas formas de evitar a gonorreia.

HERPES - É uma doença causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem tratamento. Seus sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se transformam em feridas. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Em homens e mulheres, os sintomas geralmente aparecem na região genital (pênis, ânus, vagina, colo do útero).
Formas de contágio - O herpes genital é transmitido por meio de relação sexual (oral, anal ou vaginal) sem camisinha com uma pessoa infectada. Em mulheres, durante o parto, o vírus pode ser transmitido para o bebê se a gestante apresentar lesões por herpes. Por ser muito contagiosa, a primeira orientação dada a quem tem herpes é uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras pessoas e não furar as bolhas. 
Sinais e sintomas - Essa doença é caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas na região genital, que se rompem formando feridas e desaparecem espontaneamente. Antes do surgimento das bolhas, pode haver sintomas como formigamento, ardor e coceira no local, além de febre e mal-estar. As bolhas se localizam principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas.
HERPES ZÓSTER - Herpes zoster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. Ela pode acometer qualquer parte do seu corpo, mas é mais frequente no tronco e no rosto, evidenciando-se como uma faixa de vesículas em apenas um dos lados do corpo. É causado pelo vírus varicela-zoster – o mesmo agente da catapora – e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes zóster. Embora não seja uma condição de risco de vida, o herpes zóster pode ser muito doloroso. Vacinas podem diminuir as chances de se ter a doença, enquanto o tratamento precoce reduz a chance de complicações.
A razão para o herpes zóster ocorrer não é clara. Pode ser que ele aconteça devido à baixa imunidade uma vez que ele é mais comum em idosos e pessoas com sistemas imunológicos debilitados. O vírus que causa a varicela e o herpes zoster não é o mesmo vírus responsável pelo herpes labial ou genital. São dois vírus de famílias diferentes, tendo em comum apenas o nome herpes. Ainda que raro, uma pessoa com herpes zoster pode transmitir o vírus varicela-zoster para quem não está imune à catapora. Isso ocorre por meio do contato direto com as lesões da pele. Uma vez infectada, a pessoa poderá desenvolver catapora, correndo o risco de desenvolver herpes-zoster no futuro.
A varicela pode ser grave para alguns grupos de pessoas. Até a regressão das lesões da pele deve-se evitar o contato físico com:
  • Qualquer um que tenha um sistema imunológico debilitado
  • Recém-nascidos (principalmente prematuros)
  • Grávidas.
O herpes zoster pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas geralmente acomete apenas um lado do corpo - esquerdo ou direito. É comum a erupção começar no meio das costas em direção ao peito, mas também pode aparecer no rosto em torno de um olho. É possível ter mais de uma área de erupção no corpo. O herpes zoster se desenvolve em fases: Período de incubação (antes das erupções); Dor; Ardor e sensação de cócegas e/ou formigamento na área em torno dos nervos afetados; Calafrios; Distúrbio gastrointestinal. Esses sinais podem aparecer alguns dias antes de uma erupção acontecer. O desconforto geralmente ocorre no peito ou nas costas, mas pode afetar barriga, cabeça, face, pescoço, braço ou perna. Os calafrios e dor de estômago, com ou sem diarreia, aparecem poucos dias antes das erupções e podem persistir durante o período das lesões da pele.

SÍFILIS - É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

Formas de contágio - A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenir-se contra a sífilis.
Sinais e sintomas - Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos. Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte. 
Diagnóstico - Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial. Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias após o contágio.
SÍFILIS CONGÊNITA - É a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Por isso, é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal e, quando o resultado é positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro. Só assim se consegue evitar a transmissão da doença.
Sinais e sintomas - A sífilis congênita pode se manifestar logo após o nascimento, durante ou após os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida. Ao nascer, a criança pode ter pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou deficiência mental. Em alguns casos, a sífilis pode ser fatal. O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no 3º trimestre da gestação e repeti-lo logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal, deve realizar o teste antes do parto. O maior problema da sífilis é que, na maioria das vezes, as mulheres não sentem nada e só vão descobrir a doença após o exame.
Tratamento - Quando a sífilis é detectada, o tratamento deve ser indicado por um profissional da saúde e iniciado o mais rápido possível. Os parceiros também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar uma nova infecção da mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito com a penicilina, pois é o único medicamento capaz de tratar a mãe e o bebê. Com qualquer outro remédio, o bebê não estará sendo tratado. Se ele tiver sífilis congênita, necessita ficar internado para tratamento por 10 dias. O parceiro também deverá receber tratamento para evitar a reinfecção da gestante e a internação do bebê.
PEDICULOSE PUBIANA – CHATO - Chato (Pthirus pubis) é o parasita que causa pediculose pubiana ou ftiríase e habita os pelos da região pubiana principalmente, mas pode ainda ser encontrado nas coxas, baixo tórax, axilas e até na barba e no couro cabeludo. Assim como o piolho do cabelo, o chato aloja-se na base dos pelos, onde deposita seus ovos. Após a infestação, os sintomas aparecem entre uma e duas semanas. A transmissão é feita através do contato íntimo, ou de roupas de uso pessoal, roupas de cama e de toalhas.
Sintomas - Os sintomas dessa doença sexualmente transmissível (DST) têm início de uma a duas semanas após o contato com o parasita. A principal queixa é a coceira. Nos locais da picada, podem ocorrer alterações da pele semelhantes à urticária, bolhas e manchas azuladas. A única forma de evitar a pediculose pubiana é impedir o contato com os piolhos e a fixação das lêndeas.
Diagnóstico e Prevenção - O diagnóstico pode ser feito pela observação dos piolhos e das lêndeas na base dos pelos e da presença de parasitas na pele da região afetada. A única forma de evitar a pediculose pubiana é impedir o contato com os piolhos e a fixação das lêndeas.
Tratamento - Os medicamentos usados para combater a escabiose devem ser aplicados nas áreas afetadas (púbis, coxas, tronco, axilas, etc.) duas vezes seguidas e depois de sete dias novamente. A aplicação deve ser feita localmente e repetida entre sete e dez dias depois, para combater os ovos que ainda não haviam eclodido. - O objetivo da primeira aplicação é eliminar os insetos adultos; o da segunda é acabar com aqueles que ainda não haviam eclodido na primeira aplicação. Quem vive na mesma casa do portador de pediculose pubiana deve receber tratamento preventivo.
Recomendações - * Troque de roupas diariamente. Faça o mesmo com a roupa de cama e de banho todos os dias; * Lave as roupas em água quente ou mande lavá-las a seco se não puderem ser imersas em água; * Procure certificar-se de que todas as pessoas da família estão tomando os mesmos cuidados; * Não se esqueça de repetir a aplicação do remédio sete dias depois da primeira aplicação.
PROTEÇÃO DURANTE SEXO ORAL:

Os estudos sobre o sexo oral comprovam que a prática é bem vista pelos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, 66,8% dos homens e 63,4% das mulheres admitem realizar a modalidade. Mas será que os brasileiros se protegem na hora do sexo oral? "A prática também pode transmitir todos os tipos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)", afirma a ginecologista Rosa Maria Neme. Um dado preocupante devido os riscos que o sexo oral sem proteção pode trazer ao organismo. Doenças como herpes, sífilis e gonorreia podem ser facilmente transmitidas a partir da prática. "Uma pequena área lesada permite a entrada de um vírus. Até mesmo o HIV, vírus causador da AIDS, pode ser transmitido através do sexo oral, embora as chances de contaminação sejam menores do que quando ocorre a penetração. "O pH da boca (neutro e-ou levemente ácido) e o contato somente com a superfície do pênis ou da vagina diminuem os riscos de contágio. Mas, mesmo apesar de pequeno, o perigo existe", diz a ginecologista Maria Rosa Neme.
 
Proteção na mulher : 
Uma dica é utilizar o papel filme (o mesmo usado na cozinha para embalar alimentos) para cobrir a vagina e não existir o contato direto da boca com a pele. O papel deve fazer a cobertura de toda a região da vagina. A boca só pode entrar em contato com o plástico, e não com a vulva. Outra dica é usar a camisinha masculina como escudo. Cortar a camisinha ao meio e colocá-la sob a vulva pode ser uma alternativa. O lado positivo é que elas apresentam sabores e até texturas diferenciadas, fatores que favorecem a utilização.

Proteção no homem:
Os problemas são menores quando o sexo oral é realizado no homem, pois a camisinha apresenta uma proteção bastante eficiente. "O preservativo impede que a boca entre em contato direto com o pênis, oferecendo a proteção necessária", diz o ginecologista Linderman Alves Vieira. Mas, vale lembrar que a camisinha deve ser usada para todas as variações da relação sexual. "Existem pessoas que só colocam a camisinha no meio da prática do sexo oral, hábito que anula a proteção. Ela deve ser colocada logo que o sexo passar das preliminares", afirma o especialista.
Os riscos que envolvem o sêmenO contato do sêmen com a boca pode transmitir doenças como a gonorreia. Se existir alguma lesão na boca, a contaminação das DST’s pode acontecer. O contágio pode ocorrer mesmo quando o esperma não é engolido.



Doenças
Agente Causador
Sintomas
Prevenção
Condiloma acuminado
(crista-de-galo)
HPV
Formação de verrugas na região anogenital ou colo-do-útero
Evitar o contato com pessoas contaminadas; usar camisinha. Há vacinas.
Herpes Genital
HSV tipo 2 (vírus)
Aparecimento de vesículas (bolhas) típicas na região ano-genital.
Evitar a autoinoculação, ou seja, evitar que - ao manipular as lesões - a pessoa espalhe o agente causador para outros locais; evitar o contágio por meio do ato sexual.
AIDS
HIV (retrovírus)
Queda da imunidade, perda de peso, fraquesa, febre, gânglios. Aparecimento de infecções oportunistas.
Não entrar em contato com os líquidos transmissores de HIV (sangue, esperma, líquido da vagina, leite materno contaminado); usar camisinha independente de quem seja o parceiro; não compartilhar agulhas ou seringas.
Cancro mole
Haemophilus ducreye(bactéria)
Formação de uma ferida no pênis ou na região anal, dolorosa, com secreção clara. Predomina no sexo masculino.
Evitar a autoinoculação; evitar o contágio por meio de parceiros portadores.
Gonorreia (blenorragia)
Neisseria gonorrhoeae
Coceira, corrimento purulento, ardor ao urinar, várias micções (urinar várias vezes). Pode levar a infertilidade.
Evitar a multiplicidade de parceiros; usar camisinha; em recém-nascidos; gotejar solução diluída de nitrato de prata na conjuntiva do olho.
Sífilis
Treponema pallidum(bactéria)
Ferida coberta de secreção clara, com pus (cancro duro), pouco dolorosa. Pode levar a complicações no sistema nervoso central  e sistema cardiovascular.
Usar preservativos regularmente, reduzir o número de parceiros sexuais; fazer diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e em seus parceiros; realizar o teste VDRL (para identificação da sífilis) em mulheres que manifestem intenção de engravidar.
Tricomoníase
Trichomonas vaginalis(protozoário)
Corrimento vaginal amarelado, fétido e dor ao urinar. O homem é, geralmente, portador assintomático.
Evitar o contato sexual com portadores.
Pediculose pubiana
(ftiríase)
Phthirus pubis("chato", um artrópode)
Prurido (coceira), ferimentos leves (escoriações) e infecções bacterianas secundárias.
Evitar contato com portadores e incentivar a higiene pessoal e a lavagem adequada das roupas.
Hepatite B
Vírus da hepatite B
Icterícia (amarelamento da pele e da conjuntiva ocular). Dores abdominais. Cirrose hepática. Insuficiência hepática. Câncer hepático.
Evitar contato sexual com portadores. Existe vacina.
Hepatite C
Vírus da hepatite C
Icterícia, febre, cansaço fácil. Pode evoluir para câncer hepático.
Evitar contato sexual com portadores. Por ora, não há vacina.




Uso do Crédito

Definição de crédito:
O crédito é uma fonte adicional de recursos que não são seus, mas obtidos de terceiros (bancos, financeiras, cooperativas de crédito e outros), que possibilita a antecipação do consumo para aquisição de bens ou contratação de serviços. Existem várias modalidades de crédito. Por exemplo: limite do cheque especial, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos imobiliários ou de veículos, compra a prazo em lojas comerciais. É muito importante para sua vida financeira saber escolher a modalidade de crédito mais adequada para cada situação. Com a devida compreensão dos custos envolvidos nas operações de crédito, é mais fácil o uso do crédito de forma consciente.

Valor do dinheiro no tempo:
Ao falar sobre crédito é preciso, inicialmente, fazermos algumas reflexões sobre os juros. Para facilitar a nossa reflexão, vamos tratar os juros como sendo o valor do aluguel do dinheiro no tempo. Na visão de quem paga, os juros correspondem ao pagamento do “aluguel” pela utilização de recursos de terceiros, no caso, o dinheiro. Ao comprarmos um produto qualquer, uma televisão, por exemplo, a prazo, recebemos um benefício antecipado (ter o produto) para pagarmos depois. Essa opção quase sempre implica o pagamento de juros, pois estamos usufruindo de algo, pago com dinheiro que não temos. Pensando na visão de quem recebe, os juros correspondem ao recebimento do aluguel por ceder, de forma temporária, de recursos financeiros próprios a terceiros.

Atenção aos juros:
Poder dos juros no tempo: Para estudar o poder dos juros no tempo, é preciso, primeiramente, conhecer a diferença entre juros simples e juros compostos.

Juros simples são aqueles pagos somente sobre o valor principal.
Exemplo: Ao tomarmos emprestados R$1.000,00, por 6 meses, com taxa simples de 5% a.m. (ao mês), ao final do período, a nossa dívida será de R$1.300,00, ou seja, R$1.000,00 do capital + R$50,00 (5% de R$1.000,00) por mês x 6 meses = R$1.000,00+ R$300,00.

Juros compostos são aqueles que, após cada período de capitalização – normalmente um mês –, são incorporados ao capital principal e passam, por sua vez, a também render juros. Tratam-se dos chamados “juros sobre juros” ou “juros capitalizados”.
No mesmo exemplo anterior, caso fossem utilizados os juros compostos, a dívida ao final do período seria de R$1.340,10, ou seja:
1º mês: R$1.000,00 (capital principal) + R$50,00 (5% de R$1.000,00) = R$1.050,00;
2º mês: R$1.050,00 (capital principal + juros) + R$52,50 (5% de R$1.050,00) = R$1.102,50;
3º mês: R$1.102,50 + R$55,13 (5% de R$1.102,50) = R$1.157,63;
4º mês: R$1.157,63 + R$57,88 (5% de R$1.157,63) = R$1.215,51;
5º mês: R$1.215,51 + R$60,77 (5% de R$1.215,51) = R$1.276,28;
6º mês: R$1.276,28 + R$63,82 (5% de R$1.276,28) = R$1.340,10.

Uso do crédito:
É importante que se perceba que o crédito pode ser vantajoso ou problemático, tanto para o tomador como para o fornecedor do crédito, quando não são tomados os devidos cuidadosA instituição que concede crédito recebe juros como remuneração pelo capital emprestado, porém deve atentar para a capacidade de pagamento do tomador, do contrário corre um risco muito alto de não receber o valor emprestado de volta e assim ter graves problemas financeiros. Confira as vantagens e as desvantagens para o tomador do crédito.

Vantagens:
Antecipar consumo – Muitas vezes, precisamos comprar um produto ou contratar um serviço, porém não dispomos de recursos sufi cientes. O crédito nos possibilita resolver essa situação.
Atender a emergências – Imprevistos acontecem com frequência: acidente com o veículo, serviço emergencial na residência, alguém da família com problema de saúde quando não estamos financeiramente preparados. O uso do crédito pode ser a saída nesse momento.
Aproveitar oportunidades – Boas oportunidades para fechar um negócio ou fazer uma compra às vezes acontecem e nem sempre, naquele momento, temos condições financeiras para aproveitá-las. Faça as contas, levando em conta o custo do crédito. Se ainda assim for vantajoso, e você não estiver endividado, por que não aproveitar a oportunidade? Ao utilizar o crédito, sempre verifique o seu custo. Compare os preços e custos do crédito. Pechinche! Faça o que for mais vantajoso para você.

Desvantagens:
Custo da antecipação do consumo com o uso do crédito implica pagamento de juros – A primeira desvantagem em relação ao uso do crédito é o pagamento de juros. Ao anteciparmos a compra de um produto ou a contratação de um serviço sem a devida disponibilidade financeira, usaremos um dinheiro que não é nosso, portanto pagaremos juros por essa operação. Esse é o custo da antecipação.
Risco de endividamento excessivo – O uso inadequado do crédito pode levar ao endividamento excessivo e comprometer toda a sua vida financeira, podendo acarretar descontrole emocional, problemas de saúde e, até mesmo, desestruturação familiar. Assim, é importante refletir antes de tomar crédito e não o utilizar de forma indiscriminada.
Limite de consumo futuro – Outra desvantagem de tomar crédito consiste em limitar o consumo futuro. Essa desvantagem é quase automática, uma vez que o crédito tomado hoje tem de ser pago no futuro, reduzindo, portanto, as disponibilidades financeiras futuras para o consumo. Essa desvantagem traduz aquele ponto, já discutido, sobre as trocas intertemporais.

Dívidas:
Dívidas são um assunto delicado. Muitos problemas podem surgir se não soubermos lidar bem com elas. Normalmente consideramos que estamos endividados apenas quando não estamos dando conta de pagar os nossos compromissos. Isso não é verdade. Quando não conseguimos pagar as dívidas assumidas, já estamos em um patamar de endividamento muito preocupante, que é o endividamento excessivo. Na verdade, toda vez que consumimos algo e não pagamos naquele exato momento, estamos assumindo uma dívida. É essencial reconhecermos que é comum deixarmos, durante o mês, muitas coisas para pagamento futuro. Daí a importância de controlar de perto os gastos, principalmente os a prazo, atentos para que o acúmulo de contas não leve ao descontrole do orçamento.

Origens das dívidas
Despesas sazonais – As despesas sazonais, aquelas que ocorrem em determinada época do ano, como pagamento de IPTU, IPVA, Imposto de Renda ou material escolar, nem sempre são observadas ao se fazer um planejamento. É comum, no início do ano, as famílias terem dificuldades em função dessas despesas. Existem ainda as datas comemorativas, como Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças, aniversários etc. A falta de planejamento e controle pode implicar desembolsos inesperados”, o que, às vezes, podem levar à necessidade de contratar uma operação de crédito (tomar um empréstimo ou financiamento). Se você deseja minimizar a possibilidade de se endividar, a dica é: planeje-se.
Marketing sedutor – As técnicas de vendas e a tecnologia colocada à disposição dos profissionais
de marketing, ao mesmo tempo em que impulsionam as vendas, também impulsionam compras não planejadas ou realizadas por impulso, podendo provocar desequilíbrios orçamentários e financeiros, ou até mesmo superendividamento. Convém, então, estar atento aos atrativos do marketing sedutor e ao compromisso com o cumprimento do planejamento financeiro pessoal ou familiar.
Orçamento deficitário – É comum encontramos pessoas desejando e usufruindo um padrão de vida acima do padrão de renda que possuem. As facilidades determinadas pelo crédito fácil propiciam um excesso de compras a prazo que, muitas vezes, comprometem a situação financeira das famílias. Cuidar do orçamento familiar de forma a estar sempre superavitário deve ser uma constante busca de todos nós. Portanto, é fundamental colocarmos em prática o que aprendemos sobre a elaboração do orçamento.
Redução de renda sem redução de despesas – Essa é outra questão importante a ser avaliada, podendo ser a porta da entrada para o endividamento excessivo. A perda de emprego ou de parte da renda familiar sem a devida redução nas despesas pode, facilmente, levar uma família ao endividamento excessivo. Portanto, ao deparar-se com uma redução de renda, é fundamental fazer uma cuidadosa revisão do orçamento pessoal e familiar, adequando as despesas à nova realidade.
Despesas emergenciais – Imprevistos acontecem. Um defeito ou uma batida no  veículo,ou problemas de saúde na família são exemplos corriqueiros. Entretanto, nem sempre estamos preparados financeiramente para superar esses obstáculos. Logo, fazer uma poupança para cobrir eventualidades é um importante cuidado para você não cair no endividamento. Outra forma de tratar as despesas emergenciais é por meio da prevenção, fazendo um seguro.
Separação de bens, mas não dos gastos (divórcio) – Muitos casais, ao terminarem o  relacionamento, separam-se e dividem os bens que possuíam. Alguns gastos que eram únicos ao casal, como contas de água, luz, condomínio etc., agora têm de ser pagos de forma individual. Ou seja, enquanto antes existia uma conta de condomínio, agora existem duas. Por outro lado, a receita também mudou. Agora cada um tem a sua renda. Eventualmente pode haver, inclusive, o pagamento de pensão alimentícia. Obviamente, ambos têm de se ajustar a essa nova realidade financeira para evitar o endividamento.
a. Pouco conhecimento financeiro – O fato de as pessoas desconhecerem produtos financeiros é também determinante para que fiquem endividadas. Não conhecer o impacto que o pagamento de juros pode causar no orçamento pessoal e familiar e a não leitura dos contratos firmados são situações que contribuem efetivamente para o processo de endividamento.
b. Consequências do endividamento excessivo
O endividamento excessivo pode trazer sérias consequências financeiras e, até mesmo, morais. Como consequências financeiras do endividamento excessivo, podemos citar: perda de patrimônio,
comprometimento da renda com pagamento de juros e multas punitivas, redução do consumo futuro.

Eventualmente, se a dívida virar inadimplência, o indivíduo pode passar a ter o seu nome inscrito em um ou mais cadastros de restrição ao crédito, como Serasa ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).No caso de quem emitiu cheques sem a suficiente provisão de fundos, o nome vai para o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CECF). Uma pessoa que esteja com elevado grau de endividamento acaba, em geral, comprometendo sua qualidade de vida e de sua família, muitas vezes desestruturando o núcleo familiar. Tomar os cuidados para não cair no endividamento pode evitar esses dissabores financeiros e morais. Porém, se o superendividamento já é uma realidade, a opção é buscar alternativas para sair dele.