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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Maternidade Precoce


Gravidez
Biologicamente a gravidez pode ser definida como o período que vai da concepção ao nascimento de um indivíduo.
Gravidez na adolescência: gestação ocorrida em jovens de até 21 anos que estão, portanto, em pleno desenvolvimento dessa fase da vida – a adolescência. A gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas. Embora os rapazes não possuam as condições biológicas necessárias para engravidar, um filho não é concebido por uma única pessoa.
Fase Complicada
Os primeiros problemas podem aparecer ainda no início da gravidez e vão desde o risco de aborto espontâneo – ocasionado por desinformação e ausência de acompanhamento médico – até o risco de vida – resultado de atitudes desesperadas e irresponsáveis, como a ingestão de medicamentos abortivos.
Aborto: Por ser uma prática criminosa não há serviços especializados o que obriga as mulheres que optam por essa estratégia, a se submeterem a serviços precários, colocando em risco a própria vida.
Rejeição Familiar
Outro problema é a rejeição das famílias. Ainda são muito comuns pais que abandonam seus filhos nesse momento tão difícil, quando deveriam propiciar toda atenção e assistência.
Em outras situações a solução elaborada pelos pais é o casamento. 
O agravante dessa situação são os conflitos de depois do casamento, que na maioria das vezes acabam em separação, causando uma situação estressante não só para os pais, mas também para o bebê.
Comprometimento
A adolescência é o momento de formação escolar e de preparação para o mundo do trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase, portanto, significa o atraso ou até mesmo a interrupção desses processos. O que pode comprometer o início da carreira ou o desenvolvimento profissional.
Como evitar?
Não importa que tipo de asseio se faça depois do ato sexual. O espermatozoide é lançado no canal vaginal durante a ejaculação ou até mesmo antes, no líquido lubrificante produzido pelo homem. Isso significa que na hora do asseio eles já estão bem longe do alcance de uma ducha íntima. O fato da transa ser em pé, de lado ou em qualquer outra posição também não altera em nada o percurso dos espermatozoides até o óvulo.
Outras garotas ao iniciarem sua vida sexual tomam decisões como: só praticar sexo anal; só transar durante a menstruação; fazer tabelinha; pedir ao parceiro que utilize o coito interrompido, entre outras estratégias equivocadas.
Há que se ter cuidado com o líquido expelido pelo pênis durante a excitação. Esse líquido pode conter espermatozoides que em contato com a vagina podem ter acesso ao óvulo mesmo não havendo penetração vaginal.
O coito interrompido é outra opção que não convém, pois no momento máximo da excitação pode não dar tempo de realizar o procedimento ou mesmo que tudo ocorra bem bastaria que uma gotícula de esperma caísse na vagina para que houvesse risco de gravidez. A tabelinha também é um método arriscado, sobretudo no início da vida sexual e sem acompanhamento de um profissional. Esse é um recurso usado como paliativo e sempre orientado por um médico e acompanhado de outros métodos. 

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Índice de Raios UV no primeiro dia de 2016







Brasil índice UV - sexta-feira

UV Index
  • Baixo
  • Moderado
  • Alto
  • Muito alto
  • Extremo
http://www.accuweather.com/pt/br/national/weather-forecast-maps 
           



Fenômenos Naturais


O Arco-Íris é um fenômeno natural que aparece devido à dispersão da luz solar quando é refratada nas gotículas de chuva presentes na atmosfera. Ele aparece sempre na direção oposta ao Sol o que indica também uma reflexão da luz solar nas gotículas de chuva. A reflexão na parte externa das gotas não tem efeito, já que a luz se espalha igualmente em todas as direções. O que realmente ocasiona o arco-íris é a reflexão na parte interna da gota de chuva. Grupo de arcos concêntricos cujas cores vão de violeta ao vermelho, no arco-íris principal, o violeta está no interior e o vermelho no exterior; e no secundário, muito menos luminoso que o principal, o vermelho está no interior. 

Geada é um fenômeno que ocorre em boa parte do mundo, mas tem diferentes conseqüências. Algumas regiões sofrem sérios danos na agricultura, como por exemplo o sul do Brasil, Uruguai, centro-norte da Argentina, sudeste dos Estados Unidos, algumas regiões da Austrália e sudeste da China, entre outros. As culturas de climas tropicais e subtropicais são as mais afetadas, como por exemplo o café e a laranja, que tem pouca resistência a baixa temperatura. 

Neve são cristais de gelo que se formam nas nuvens em que a temperatura está entre -20°C e -40°C. Para formar flocos de neve, os cristais se juntam enquanto caem e se tornam úmidos; então, congelam novamente. Só chegarão ao solo como neve se o ar estiver gelado em todo o percurso atmosfera abaixo. Se o ar estiver muito quente, os cristais podem evaporar tornando-se vapor de água outra vez ou derreter e cair como granizo ou chuva. Às vezes, pode nevar no alto de um arranha-céu enquanto apenas chove na rua abaixo dele. 

O Nevoeiro é uma nuvem com a base próxima ou junto à superfície. Não há diferença física entre o nevoeiro e a nuvem, porque elas apresentam a mesma aparência e estrutura. A diferença essencial é o método de desenvolvimento e aonde a formação ocorre. Nuvens formam-se quando o ar ascende e resfria adiabaticamente. Nevoeiro forma-se quando o resfriamento do ar, ou a adição de vapor de água por evaporação, causam saturação. Nevoeiro é geralmente considerado um perigo da atmosfera. Quando o nevoeiro é leve, visibilidade é reduzida a 2 ou 3 quilômetros. Quando é denso, visibilidade pode ser reduzida a 12 metros ou menos, tornando transportação não somente difícil, mas também perigosa. Estações meteorológicas reportam nevoeiro somente quando a visibilidade é reduzida a 1 quilômetro ou menos. 

Um Raio, relâmpago ou corisco é talvez a mais violenta manifestação da natureza. Numa fração de segundo, um raio pode produzir uma carga de energia cujos parâmetros chegam a atingir valores tão altos quanto: 125 milhões de volts / 200 mil ampères / 25 mil graus centígrados. Embora nem sempre sejam alcançados tais valores, mesmo um raio menos potente ainda tem energia suficiente para matar, ferir, incendiar, quebrar estruturas, derrubar árvores e abrir buracos ou valas no chão. Ao redor da Terra caem cerca de 100 raios por segundo. No Brasil, nas regiões Sudeste e Sul, a incidência é de 25 milhões de raios anualmente, sendo a maior quantidade, no período de dezembro a março, que corresponde à época das chuvas de verão. 

Referência: http://www.cptec.inpe.br/curiosidades/pt 





Sexualidade na Adolescência - Conceitos mais Debatidos na Atualidade


1 - O que é adolescência?
Adolescência é um termo que se refere a um conceito amplo de transformações não só biológicas, mas também psicológicas e sociais, que caracterizam a passagem da infância para a vida adulta. Didaticamente estabelece-se uma divisão em faixas etárias para acompanhamento do paciente pediátrico. Assim, segundo a OMS, cujo conceito é mais amplamente utilizado, adolescência é a faixa etária que vai dos 10 anos completos aos 20 incompletos, enquanto adulto jovem é a faixa dos 20 aos 24 anos. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define adolescência como a faixa entre os 12 e 18 anos de idade. A UNESCO chama “jovem” àquela população entre 15 e 24 anos de idade.

2 - O que é puberdade?
Puberdade é um fenômeno biológico em que se dá a ativação do sistema hormonal controlador da função gonadal, associado ao rápido crescimento da estatura, que culmina na capacidade reprodutiva do adolescente. No que pesem variações étnicas e individuais e influência do estado nutricional, esse fenômeno inicia-se, em média, entre 8 e 13 anos de idade nas meninas e entre 9,5 e 14 anos nos meninos. O surgimento de características púberes antes desses referenciais é considerado puberdade precoce e, depois deles, retardo púbere.

3 - O que é sexualidade?
A OMS conceitua sexualidade como um aspecto central da experiência humana ao longo da vida e abrange sexo, identidades e papéis de gênero, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. A sexualidade é experimentada e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relacionamentos. Enquanto a sexualidade é capaz de incluir todas essas dimensões, nem todas são sempre experimentadas ou expressas. A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, étnicos, legais, históricos, religiosos e espirituais. Isso quer dizer que, a sexualidade, este conceito tão amplo, existe do nascimento à morte.

4 - Como ocorre o desenvolvimento psicossexual do adolescente?
O desenvolvimento psicossexual do adolescente apresenta características conforme sua fase de desenvolvimento físico e pode ser classificado em quatro etapas:
Dos 10 aos 13 anos: com o início das várias modificações físicas, geralmente há uma procura pelo mesmo sexo e inicia-se a prática da masturbação.
Dos 13 aos 15 anos: já há um domínio relativo sobre as mudanças corporais, uma procura por figuras de identificação não-parentais e canalização da energia sexual por meio de experiências homossexuais.
Dos 15 aos 17 anos: ocorre a afirmação da identidade sexual e relações entre ambos os sexos, com pouco compromisso. Nessa fase é comum o atual “ficar” dos adolescentes (namoro corporal, sem compromisso, que vai desde beijos e toques até a relação sexual).
Dos 17 aos 20 anos: a identidade sexual já está definida, há uma maior estabilidade emocional e inicia-se a busca por um parceiro amoroso único.

5 - Como as fases do desenvolvimento psicossexual se associam ao desenvolvimento físico?
Na adolescência o estirão de crescimento e a maturação sexual (desenvolvimento das gônadas, órgãos de reprodução e caracteres sexuais secundários) são fenômenos desencadeados conjuntamente, iniciando-se mais cedo nas meninas, habitualmente entre os 8 e 13 anos, e uns dois anos mais tarde nos meninos. Em média, as meninas crescem até 8 cm por ano e os meninos de 10 a 12 cm por ano, durante o estirão.
6 - Qual a idade de início da atividade sexual entre adolescentes?
Da década de 80 para 90, havia ocorrido uma queda na média de idade de início de atividade sexual de 15,3 anos para 14,5 anos para os meninos e de 16,0 anos para 15,2 anos para as meninas, segundo o Ministério da Saúde. Desde então, porém, houve uma estabilização, observada também mundialmente.

7 - Por que uma idade tão precoce de início da atividade sexual?
Vários fatores influenciam esse comportamento. Um, muito importante, é a aceleração secular do crescimento e da maturação biológica, um fenômeno observado a partir do século XIX, no qual ocorre uma antecipação do início da puberdade, do estirão puberal, da menarca e da coitarca, atingindo-se um estado adulto mais cedo. Em finais de 1800, a média de idade da menarca da menina brasileira era em torno de 14 anos e é agora de 12 anos. Esse comportamento orgânico não é necessariamente acompanhado de uma maturidade psicológica também precoce. Outros influenciadores são: baixa escolaridade, baixo nível socioeconômico, conflitos familiares, necessidade de autoafirmação frente ao grupo, maior liberdade social, estímulo da mídia.

8 - Por que as doenças sexualmente transmitidas (DST) são frequentes na adolescência?
Os adolescentes são o grupo de maior risco para contrair qualquer tipo de DST. A imaturidade do epitélio cervical e da proteção imunológica local nos 2-3 primeiros anos após a menarca expõe as adolescentes a um maior risco de contrair DST/AIDS. Sífilis, cancro mole, granuloma inguinal e gonorreia são quase sempre sintomáticas, mesmo nas meninas, levando o adolescente a procurar o médico com maior frequência. Outras DSTs, como herpes genital, clamídia e mesmo HPV podem ser subclínicas ou assintomáticas, favorecendo a transmissão e o surgimento de complicações. O início precoce da atividade sexual acaba resultando em um maior número de parceiros, uma vez que nessa idade os adolescentes são menos propensos a assumir comprometimentos. O adolescente não faz uso constante de preservativo, na grande maioria das vezes.

9 - Qual a frequência de uso de preservativo entre os adolescentes?
Preservativo masculino é o método contraceptivo mais utilizado pelos adolescentes e observa-se aumento na porcentagem dos que utilizam o método no início da atividade sexual, graças as campanhas na mídia, pelo baixo custo e fácil aquisição (distribuição de preservativos até em estações do Metrô) e por conferir dupla proteção (DST e gravidez). Infelizmente o maior uso na iniciação não implica em uso continuado: parceiros estáveis e maior diferença de idade entre o casal influem negativamente no uso de preservativo. Também, como já vimos, adolescentes engajados em outros comportamentos de risco, como consumo de drogas licitas ou ilícitas, utilizam menos preservativo.

10 - Qual a incidência de gravidez na adolescência?
No Brasil, o número de partos realizados pelo SUS em adolescentes caiu 26,7% entre 1997 e 2012. A região Sul apresentou a maior redução (35,6%), seguida pelas regiões Centro-Oeste (34,1%), Sudeste (32,4%) e Nordeste (22,6%). A região Norte apresentou a menor queda (6,7%). Segundo a OMS, as chances de uma garota voltar a engravidar após uma primeira gestação na adolescência são de 40% em até três anos. Mas, nesse período de dez anos, o número de adolescentes paulistas que ficaram grávidas pela segunda vez teve uma queda de 48% (Secretaria de Estado da Saúde e Fundação Seade). 

11 - E a paternidade na adolescência?
Nos últimos anos, os programas de prevenção da gravidez na adolescência veem dando mais importância à figura do pai, resgatando sua participação no processo de acompanhamento pré-natal e do parto. A grande maioria dos pais é também adolescente. É preciso ressaltar a responsabilidade masculina no processo, uma vez que, um fator muito importante na gravidez não desejada, é a dificuldade na negociação com o parceiro do uso de preservativo.
12 - Qual o melhor método anticoncepcional para a adolescente?
Uma coisa que deve sempre ser salientada na consulta é que, independentemente do método anticoncepcional utilizado, o preservativo deve ser usado em toda relação sexual. Seria também ideal que anticoncepcionais hormonais não fossem iniciados até 2 anos após a menarca. Não há uma fórmula que indique o “melhor método” anticoncepcional. Depende de cada adolescente. Se a frequência de relação é ocasional ou bastante baixa (2-3 vezes ao mês), indica-se somente o uso de preservativo. Se a frequência é regular, indica-se anticoncepcional oral combinado de baixa dosagem, de preferência com 28 comprimidos na cartela, para que a adolescente não esqueça de voltar a tomar ou se confunda quanto à parada e retomada. As chamadas “minipílulas”, compostas somente de progesterona, são menos eficazes que as combinadas e podem ocasionar sangramentos no meio do ciclo, portanto não têm nossa preferência, a não ser para aquelas que estão amamentando. Algumas vezes a adolescente refere ter medo que os pais descubram o anticoncepcional em suas coisas. Pode-se então indicar anticoncepcional injetável, mensal ou trimestral. Sempre orientar quanto ao uso e dar a receita do anticoncepcional de emergência.
13 - Quais os “modismos” e os riscos que trazem ao adolescente?
Festas “rave”: São festas que duram geralmente 2 dias, realizadas em locais isolados (galpões, sítios), com custo de entrada baixo, permitindo a presença de jovens de qualquer classe econômica, onde a dança, as luzes e a música eletrônica (Techno) têm a intenção de potencializar o efeito alucinógeno da droga ali consumida – ecstasy. Estudos mostram que mais de 80% dos frequentadores de “raves” consomem a droga durante o evento. Entretanto, os resultados são conflitantes quanto ao efeito do ecstasy em aumentar a vontade pelo ato sexual propriamente dito.

Rohypnol: É o flunitrazepam, que tem ganhado cada vez mais adeptos entre os jovens. É uma droga relativamente barata, que tem um efeito relaxante, como de se estar alcoolizado e deixa o adolescente mais à vontade, especialmente em situações sociais, favorecendo assim a liberdade sexual. Além disso, causa amnésia anterógrada, sendo utilizado para cometer estupro.

14 - Qual o papel da mídia na sexualidade do adolescente?
O comportamento sexual do adolescente, especialmente a erotização precoce, é altamente influenciado pela mídia em massa da atualidade (internet, televisão, videoclipes, músicas, revistas). Um trabalho americano mostra que, somente 9% das cenas de sexo em 1.300 programas de TV a cabo discutem as consequências negativas de comportamentos sexuais. Além disso, a mídia sexualmente explícita tende a mostrar a mulher como objeto, influenciando a identificação tanto do homem como da própria mulher. Outro trabalho mostrou que a maior exposição a conteúdo sexual se associou positivamente à maior atividade sexual e maior intenção de tornar-se sexualmente ativo.


MINIMALISMO


Minimalismo é a nova palavra da moda, principalmente entre pessoas que já se cansaram do consumismo desenfreado e agora estão prestando um pouco mais de atenção em coisas que o dinheiro não pode comprar, como a satisfação com a vida e a felicidade. Mas, ser minimalista, não significa viver em um apartamento pequeno com poucos móveis modernos e brancos e não ter televisão. Também não significa vender todas as roupas, o carro, pedir demissão do emprego, ir morar em alguma cidade com nome exótico no Sudeste Asiático e ter apenas uma mala.
Minimalismo é muito mais do que um estilo de vida. É uma ferramenta que pode ajudar a todos aqueles que estiverem dispostos a se livrar dos excessos em favor de se concentrar no que é importante para encontrar a felicidade, realização pessoal e, principalmente, liberdade.
Quando identificamos o que não é necessário, começamos a tomar decisões mais conscientes e isso acaba nos libertando de medos, preocupações, angústias, culpa e das armadilhas do consumo que acabamos construindo em nossas vidas e que nos fazem sentir que estamos presos aos nossos empregos ou a determinados círculos sociais.
Para ser minimalista não existe regra. Não existem 10 passos que farão você se livrar de tudo o que é desnecessário da sua vida. Até porque, cabe a cada um saber o que é importante para si mesmo. Esta mudança está diretamente ligada ao que cada um entende como felicidade.
Por isso, não está errado querer ter um carro confortável, roupas bacanas ou uma bela casa se essas coisas são importantes para você e fazem a sua vida feliz. O problema está no significado real que essas coisas têm nas nossas vidas e no sacrifício que as vezes fazemos para possuí-las sem perceber o quanto elas arruínam nosso bem-estar, nossos relacionamentos e até mesmo nossa saúde.
1. Organize a sua casa: Observe bem tudo o que tem em casa. Precisa de toda essa mobília, de vários serviços de louça, de tantos livros que nunca mais vai ler e de armários cheios de roupas que já não lhe servem? Organize! Livre-se do que não lhe faz falta. Liberte-se do apego que pode sentir a certas coisas e avalie, de forma racional, se essas coisas são assim tão importantes. Pode vendê-las na internet em sites de compra e venda de produtos usados ou doá-las a instituições de caridade. Ao livrar-se do excesso que tem em casa, poupa dinheiro na manutenção dessas coisas e perde menos tempo com limpezas e arrumações.
2. Pense antes de comprar: Não faça compras por impulso. Pense bem antes de comprar seja o que for. Precisa mesmo dessa coisa? Não haverá outra forma de obtê-la, pedindo emprestado, alugando, comprando em segunda mão ou substituindo por outra? Se estiver mesmo decidido a fazer a compra, espere pelo menos 15 dias – após esse tempo, é possível que já se tenha esquecido do que queria. O mesmo aplica-se nas compras de supermercado. Faça uma lista de compras e compre apenas o que está na lista. Vá de barriga cheia fazer as compras – está provado que comprador com fome acaba por comprar coisas de que não precisa.

3. Tenha comportamentos mais verdes: Adquira hábitos “verdes”. Por exemplo, ande mais a pé; avalie bem a necessidade do carro em deslocações curtas. Troque os guardanapos de papel por guardanapos de pano. Aproveite a água que sobra nos copos ou a água fria do chuveiro para regar as plantas ou para a limpeza sanitária. Faça adesão às faturas eletrônicas. Leia jornais e revistas online. Substitua as lâmpadas de sua casa por lâmpadas de baixo consumo ou LED’s. Seque a roupa ao ar livre, evitando secadoras. Aproveite todas as potencialidades das bibliotecas públicas. Pesquise atividades culturais e desportivas gratuitas na sua localidade. Estes comportamentos verdes, além de lhe simplificarem a vida, permitem poupanças ao fim do mês.



CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO: “AGENDA 21”


O Desenvolvimento Sustentável do Planeta é um compromisso assumido por mais de 170 países na Conferência realizada durante a Rio-92, no Rio de Janeiro. Nesta Conferência, a implantação da Agenda 21, foi o mais importante compromisso firmado entre os países, onde mais de 2.500 recomendações práticas foram estabelecidas tendo como objetivo preparar o mundo para os desafios do século XXI.
A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que se constituí na mais ousada e abrangente tentativa já realizada, em promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Trata-se, portanto, de um documento consensual resultante de uma série de encontros promovidos pela Organização das Nações Unidas, com o tema “Meio Ambiente e suas Relações com o Desenvolvimento”. O ponto central nesse processo é o levantamento das prioridades do desenvolvimento de uma comunidade e a formulação de um plano de ação, tendo em vista a sustentabilidade e a integração dos aspectos sociais, econômicos, ambientais e culturais, dentro de uma visão abrangente, ou seja, em longo prazo. A Agenda 21 é sem dúvida alguma, um importante instrumento nesse caminho de mudanças.
Podemos dizer, que o objetivo da Agenda 21 é o de promover o Desenvolvimento Sustentável. Isto significa que devemos melhorar a qualidade de vida do futuro, adotando iniciativas sociais, econômicas e ambientais que nos levem a um planejamento justo, com vistas a atender às necessidades humanas enquanto se planeja cuidadosamente os diferentes usos dos recursos naturais, possibilitando assim, o mesmo direito às gerações futuras.
Para atingir tal objetivo, as cidades têm a responsabilidade de implementar as Agendas 21 Locais, através de um processo participativo e multissetorial, visando a elaboração de um plano de ação para o desenvolvimento sustentável do Município.
Agenda 21 Local:
A Agenda 21 Local serve para alcançar os objetivos propostos na Agenda 21 Nacional publicada no ano de 2002, visando melhorar a qualidade de vida de toda a população, sem comprometer as gerações futuras, tornando os Municípios e localidades mais humanas e saudáveis. Com a Agenda 21 Local a comunidade se organiza, aprende, discute, identifica suas potencialidades e dificuldades e ainda, propõe soluções com o objetivo de concretizar o sonho de uma vida melhor.
A construção da Agenda 21 Local não é uma tarefa somente do poder público. É um pacto de toda a sociedade, um compromisso de cada cidadão com a qualidade de vida do seu bairro, da sua cidade, enfim, do nosso planeta.
Uma pequena ação positiva ou negativa em sua comunidade refletirá em sua cidade, consequentemente sua cidade em seu estado, seu estado em seu país e seu país em todo o mundo. Ou seja, a atitude de cada cidadão é de extrema importância para o presente e o futuro do planeta. Por isso é que se diz: “Pensar globalmente, agir localmente”. A participação efetiva da sociedade de forma coletiva e pactuada é, sem dúvida alguma, o diferencial que poderá superar os desafios a serem enfrentados e, fundamentalmente, assegurar que esse resultado seja utilizado como um instrumento norteador para o desenvolvimento local. A Agenda 21, acordo firmado entre 179 países durante a conferência das nações unidas para meio ambiente e desenvolvimento em 1992 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, e promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento.
Com a Agenda 21 criou-se um instrumento aprovado internacionalmente, que tornou possível repensar o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de um plano de ação e de um planejamento participativo em nível global, nacional e local, de forma gradual e negociada, tendo como meta  um novo paradigma econômico e civilizatório.
Ao instalar a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 o governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso sinalizava claramente seu objetivo de redefinir o modelo de desenvolvimento do país, introduzindo o conceito de sustentabilidade e qualificando-o com os tons da potencialidade e da vulnerabilidade do Brasil no quadro internacional. 
Agenda 21 Global:
É um plano de ação estratégico, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já feita de promover, em escala planetária, novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica. Trata-se de decisão consensual extraída de documento de quarenta capítulos, para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países, envolvidos, por dois anos, em um processo preparatório que culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - CNUMAD, em 1992, no Rio de Janeiro, conhecida por ECO-92.
Apesar de ser um ato internacional, sem caráter mandatório, a ampla adesão aos seus princípios tem favorecido a inserção de novas posturas frente aos usos dos recursos naturais, a alteração de padrões de consumo e a adoção de tecnologias mais brandas e limpas, e representa uma tomada de posição ante a premente necessidade de assegurar a manutenção da qualidade do ambiente natural e dos complexos ciclos da biosfera.
Além da Agenda 21, resultaram desse processo quatro outros acordos: Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas; Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica; e Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A Agenda 21 Global está estruturada em quatro seções:

Dimensões sociais e econômicas - Seção onde são discutidas, entre outras, as políticas internacionais que podem ajudar a viabilizar o desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento; as estratégias de combate à pobreza e à miséria; a necessidade de introduzir mudanças nos padrões de produção e consumo; as inter-relações entre sustentabilidade e dinâmica demográfica; e as propostas para a melhoria da saúde pública e da qualidade de vida dos assentamentos humanos;
Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento - Diz respeito ao manejo dos recursos naturais (incluindo solos, água, mares e energia) e de resíduos e substâncias tóxicas de forma a assegurar o desenvolvimento sustentável;
Fortalecimento do papel dos principais grupos sociais - Aborda  as ações necessárias para promover a participação, nos processos decisórios, de alguns dos segmentos sociais mais relevantes. São debatidas medidas destinadas a garantir a participação dos jovens, dos povos indígenas, das ONGs, dos trabalhadores e sindicatos, dos representantes da comunidade científica e tecnológica, dos agricultores e dos empresários (comércio e indústria);
Meios de implementação - Discorre sobre mecanismos financeiros e instrumentos jurídicos nacionais e internacionais existentes e a serem criados, com vistas à implementação de programas e projetos orientados para a sustentabilidade.
Desenvolvimento Sustentável:

Existem diferentes interpretações para o termo desenvolvimento sustentável. No entanto, o governo brasileiro adota a definição apresentada no documento Nosso futuro comum, publicado em 1987, também conhecido como Relatório Bruntland, no qual desenvolvimento sustentável é concebido como “o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.
O Relatório Bruntland – elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas e presidida pela então Primeira-Ministra da Noruega, Gro-Bruntland – faz parte de uma série de iniciativas1, anteriores à Agenda 21, as quais reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. O relatório aponta para a incompatibilidade entre desenvolvimento sustentável e os padrões de produção e consumo vigentes.

Merecem destaque as seguintes:
* a Declaração de Estocolmo, aprovada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Estocolmo, julho 1972), que, pela primeira vez, introduziu, na agenda política internacional, a dimensão ambiental como condicionadora e limitadora do modelo tradicional de crescimento econômico e de uso de recursos naturais;
* a publicação do documento A Estratégia mundial para a conservação (Nova Iorque, 1980), elaborado sob patrocínio e supervisão do PNUMA - Programa  das Nações Unidas para o Meio Ambiente, da UICN - União Internacional para a Conservação da Natureza e do WWF - Fundo Mundial para a Natureza;
* o documento Nosso futuro comum citado acima;
* a resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas (dezembro, 1989), solicitando a organização de uma reunião mundial (CNUMAD - 92), para elaborar estratégia com o fim de deter e reverter os processos de degradação ambiental e promover o desenvolvimento sustentável. 


DESPERDÍCIOS


Não há dúvida de que um dos grandes problemas do Brasil é o desperdício. Ele ocorre em toda cadeia produtiva, prejudica empresas e governos, onera consumidor e usuários de produtos e serviços, encarece o Orçamento Familiar sem distinção de gênero, raça ou religião. O desperdício está no dia a dia do brasileiro, consumindo energia, gerando prejuízos, abreviando a existência de recursos naturais e minerais. Em suma, o desperdício pode acabar com a Humanidade.
Você já imaginou o quanto se desperdiça da água potável existente no Planeta? E você, tem feito a sua parte? Economizando ou desperdiçando?
No Brasil, os supermercados jogam fora 13 milhões de toneladas de alimentos/ano; as feiras livres desperdiçam 300 mil toneladas de alimentos ano; um quarto de tudo o que se produz em frutas, verduras e legumes no país é jogado fora; 30% dos alimentos comprados pelas donas de casa vão para o lixo.
Então, como evitar desperdícios em casa? Acompanhando os 3 segmentos para análise apresentados anteriormente, abordaremos os principais itens onde você pode detectar desperdícios e, exterminando-os, juntar recursos para a formação de sua poupança.

Evitando Desperdícios nas Despesas Fixas:

ALUGUEL/PRESTAÇÃO E CONDOMÍNIO
  • Não comprometa mais do que 30% de sua renda com o Aluguel/Prestação e Condomínio
  • Compareça as reuniões de condomínio para não ser surpreendido com a cobrança de taxas extras
  • Acompanhe o índice de reajuste de seu Aluguel ou do Contrato de Financiamento da Casa Própria para saber de quanto será o aumento em caso de renovação ou renegociação
* USO DO TELEFONE
  • Utilizar nos horários de tarifa reduzida
  • Evitar longas conversas
  • Evitar ligações para celulares
  • Em caso de dificuldades para pagar suas contas no vencimento, ligue para a companhia e mude para um dia melhor
* CONSUMO DE ÁGUA

TAREFA
CONSUMO
MAIS EFICIENTE
Banho
95 a 180 litros
Ensaboar antes
Escovar Dentes
25 litros
Torneira Fechada
Descarga
20 litros
Aperte o Suficiente
Torneira Aberta
12 a 20 litros p/min
Ter Atenção
Torneira pingando
46 litros p/dia
Ter Atenção
Lavar Louças
105 litros
Enxaguar depois
Lavar Carro c/ Mangueira
560 litros em 30 min
Com balde, gasto de apenas 40 litros
Fonte: Projeto Brasil das Águas

  • Ao lavar calçadas evite mangueiras, varra primeiro e depois use o balde d`água;
  • Ao fazer a barba feche a torneira;
  • Se chover, para que molhar as plantas?
  • Faça um levantamento para ver se tratar a água da piscina não é mais vantajoso do que trocá-la.
* USO DO GÁS
  • Acenda o fósforo antes de abrir o gás;
  • As chamas devem ter coloração azulada, caso estejam amareladas é sinal de que os queimadores estão desregulados ou sujos, o que aumenta o consumo de gás;
  • Reduza o consumo preparando alimentos em fogo baixo e com a panela tampada.

* CHUVEIRO ELÉTRICO - de 25% a 35% da Conta
  • A posição verão, ideal para dias quentes, representa um consumo 30% menor;
  • Feche a torneira ao se ensaboar;
  • Evite banhos nos horários de maior consumo de energia elétrica, ou seja, das 18 às 19h30min;
  • Limpe periodicamente os orifícios de saída de água;
  • Nunca reaproveite uma resistência queimada. Isso provoca o aumento do consumo e coloca em risco a sua segurança.
* GELADEIRA - de 25% a 30% da Conta
  • Instale a geladeira em local ventilado afastado de fontes de calor;
  • Ajuste o termostato de acordo com o Manual de Instruções do fabricante;
  • Degele e limpe com a frequência necessária;
  • Mantenha as borrachas de vedação da porta em bom estado;
  • Evite colocar alimentos quentes para não exigir um esforço maior do motor;
  • Nunca utilize a parte traseira da geladeira para secar panos e roupas;
  • Não bloqueie a circulação interna de ar frio com prateleiras de vidro, de plástico ou de outros materiais; na hora de comprar uma geladeira nova, prefira um modelo de tamanho compatível com as necessidades de sua família. E lembre-se sempre de verificar o consumo declarado pelo fabricante e também se a geladeira tem o selo de economia de energia INMETRO/PROCEL.
* LÂMPADA - 15% a 25% da Conta
  • Ambientes desocupados, lâmpadas apagadas;
  • Aproveite mais a iluminação natural;
  • Em banheiros, cozinha, lavanderia e garagem, instale lâmpadas fluorescentes que iluminam melhor, duram mais e gastam menos energia;
  • Uma lâmpada fluorescente de 15 a 40 watts ilumina tanto quanto uma incandescente de 60 watts, com economia de 66% de energia e durabilidade de 5 a 10 vezes maior.
* TELEVISOR – 10% a 15% da Conta
  • Evite deixar a TV ligada sem necessidade.
  • É comum a pessoa dormir sem desligá-la, em que pese, a maioria dos aparelhos de hoje, já serem produzidos com timer, o desperdício continua.
* AR CONDICIONADO – 2% a 5% da Conta
  • Limpe sempre os filtros de seu aparelho. A sujeira impede a livre circulação do ar e força o aparelho;
  • Instale o aparelho em local com boa circulação de ar;
  • Mantenha portas e janelas fechadas, evitando assim a entrada de ar do ambiente externo;
  • Mantenha o ar-condicionado sempre desligado quando você estiver fora do ambiente por muito tempo.
* NA ALIMENTAÇÃO
  • Evite compras mensais, aproveite as promoções;
  • Liste o necessário, evitando supérfluos;
  • Compare sempre os preços entre produtos/marcas similares;
  • Não vá ao supermercado com fome e/ou com crianças.
* MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS – 2% a 5% da Conta
  • Ligue-a somente com a capacidade máxima indicada pelo fabricante, economizando energia e água;
  • Limpe frequentemente o filtro da máquina;
  • Utilize somente a dosagem correta de sabão indicada pelo fabricante, para que você não tenha que repetir a operação "enxaguar";
  • Leia com atenção o manual do fabricante e aproveite ao máximo a capacidade da sua máquina de lavar roupa.



Evitar desperdícios também é uma forma de poupar!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável e Solidário

Economia Criativa é um termo criado para nomear modelos de negócio ou gestão que se originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos com vistas à geração de trabalho e renda. Diferentemente da economia tradicional, de manufatura, agricultura e comércio, a economia criativa, essencialmente, foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos. De acordo com as Nações Unidas, as atividades do setor estão baseadas no conhecimento e produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico.
Grande parte dessas atividades vem do setor de cultura, moda, design, música e artesanato. Outra parte é oriunda do setor de tecnologia e inovação, como o desenvolvimento de softwares, jogos eletrônicos e aparelhos de celular. Também estão incluídas as atividades de televisão, rádio, cinema e fotografia, além da expansão dos diferentes usos da internet (desde as novas formas de comunicação até seu uso mercadológico), por exemplo.
Feiras e Trocas Solidárias: Surgidas no Canadá nos anos 1980, essas feiras se baseiam em princípios da economia solidária: substituir o lucro, a acumulação e a competição pela solidariedade e pela cooperação; valorizar o trabalho, o saber e a criatividade humana e não o capital e sua propriedade; buscar um intercâmbio respeitoso com a natureza.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO:
Define-se por Desenvolvimento Sustentável um modelo econômico, político, social, cultural e ambiental equilibrado, que satisfaça as necessidades das gerações atuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas próprias necessidades. Esta concepção começa a se formar e difundir junto com o questionamento do estilo de desenvolvimento adotado, quando se constata que este é ecologicamente predatório na utilização dos recursos naturais, socialmente perverso com geração de pobreza e extrema desigualdade social, politicamente injusto com concentração e abuso de poder, culturalmente alienado em relação aos seus próprios valores e eticamente censurável no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies.
O conceito de sustentabilidade comporta sete aspectos ou dimensões principais, a saber:
  • Sustentabilidade Social - melhoria da qualidade de vida da população, equidade na distribuição de renda e de diminuição das diferenças sociais, com participação e organização popular;
  • Sustentabilidade Econômica - públicos e privados, regularização do fluxo desses investimentos, compatibilidade entre padrões de produção e consumo, equilíbrio de balanço de pagamento, acesso à ciência e tecnologia;
  • Sustentabilidade Ecológica - o uso dos recursos naturais deve minimizar danos aos sistemas de sustentação da vida: redução dos resíduos tóxicos e da poluição, reciclagem de materiais e energia, conservação, tecnologias limpas e de maior eficiência e regras para uma adequada proteção ambiental;
  • Sustentabilidade Cultural - respeito aos diferentes valores entre os povos e incentivo a processos de mudança que acolham as especificidades locais;
  • Sustentabilidade Espacial - equilíbrio entre o rural e o urbano, equilíbrio de migrações, desconcentração das metrópoles, adoção de práticas agrícolas mais inteligentes e não agressivas à saúde e ao ambiente, manejo sustentado das florestas e industrialização descentralizada;
  • Sustentabilidade Política - no caso do Brasil, a evolução da democracia representativa para sistemas descentralizados e participativos, construção de espaços públicos comunitários, maior autonomia dos governos locais e descentralização da gestão de recursos;
  • Sustentabilidade Ambiental - conservação geográfica, equilíbrio de ecossistemas, erradicação da pobreza e da exclusão, respeito aos direitos humanos e integração social. Abarca todas as dimensões anteriores através de processos complexos.

domingo, 23 de agosto de 2015

Sexualidade na Atualidade: Alguns conceitos


O impulso sexual se desenvolveu durante o processo da evolução humana, onde era vista como meio de assegurar a reprodução. O desejo de reproduzir dá um significado especial à sexualidade. Antes, as sociedades ocidentais contemplavam a reprodução como o fator que era direcionado somente a atividade sexual, mas no momento em que a sexualidade alcançou seu próprio significado, independentemente do desejo de reproduzir, ela foi redirecionada ao prazer. A aceitação do prazer como um valor em si, pode levar a uma postura mais positiva em relação à sexualidade. A sexualidade agora tem um valor em si, proporcionando uma reafirmação da identidade e autoestima tanto para os homens, como para as mulheres.
No passado, uma imagem romântica do amor forjou um ideal para a atividade sexual. Hoje em dia, muitas pessoas sustentam que a sexualidade no momento em que se tornou trivial, sob o contexto do corpo, onde os aspectos éticos e emocionais foram negligenciados, mais uma vez acontecendo uma distorção da realidade. Tradicionalmente, a educação sexual insistia na ideia que os atos sexuais deveriam ser baseados em um compromisso pessoal, e esta foi usada como uma forma de proteger as crianças da exploração sexual, o que levava a pensar que a sexualidade masculina é uma sexualidade mais brutal e irresponsável do que a sexualidade feminina, imagem que também esteve atribuída à homossexualidade masculina, mas ambas não correspondem com a realidade.
Vivemos em um mundo muito sexual, onde o sexo está em toda parte e é usado para vender revistas, discos, filmes, etc... Por vivermos em um país tropical, os nossos corpos quase sempre estão seminus, estimulando ainda mais a sexualidade, um instinto natural do ser humano.
Contudo, é possível vislumbrar a sexualidade de forma tão banal, sendo mais uma fonte de comercializar o prazer, como se fosse possível encontra-lo em qualquer “prateleira”. O que na realidade parece estar sendo reflexo da mídia, uma busca incessante por um orgasmo perfeito. Onde, muitas vezes, passa a ser figura numa relação, enquanto o que deveria ser figura é a relação em si.
Passamos de uma mudança radical, onde antes o sexo era visto voltado para a reprodução, e agora ele está voltado para a banalidade, fomos de um polo ao outro. Esses dois opostos ainda não estão visando um equilíbrio, onde o sexo ocorre sim, como algo natural, responsável, e com muita troca, muito “olho no olho”, onde o foco são as sensações, e não o resultado.
Para muitas pessoas, isto ainda é um fator que causa muita dor e sofrimento! Contribuindo para uma baixa autoestima.
Como lidar com a sexualidade de forma positiva e sem sofrimentos? A resposta parece difícil e complicada, não é mesmo? Mas não é!!!
O que se pode afirmar em relação a isso é que a sexualidade positiva e sem sofrimentos está relacionada ao fato da sexualidade ser compartilhada de forma que o casal esteja de acordo com o que é feito, sem caráter destrutivo para o indivíduo ou para o parceiro, e não afronta regras comuns da sociedade em que se vive.
A sexualidade negativa é aquela que pode trazer um incômodo, tanto para a pessoa que o faz, como para o seu parceiro, e para a sociedade. São elas: Uma fixação de uma determinada forma de sexualidade, a pessoa não consegue desfrutar de outras formas de prazer, ou quando a pessoa não consegue ter relacionamento sexual com outras pessoas.
Muitas vezes, as mulheres reclamam que seus parceiros não se dão conta do que elas desejam na hora das relações sexuais, porém muitas vezes, elas próprias não falam, e acabam de uma certa forma consentindo com a forma dos parceiros, ou seja, é de extrema importância um diálogo aberto entre o casal, sem tabus. Também é necessário que a mulher tenha uma intimidade maior com o seu próprio corpo, que ela se conheça, para que assim possa comunicar ao outro o que a faz sentir prazer. Possibilitando uma troca saudável e de muita cumplicidade.
Já estamos no século XXI e ainda é muito comum as mulheres terem muita dificuldade de falar sobre sexo, cheio de tabus. Geralmente essas mulheres têm uma faixa etária de trinta e cinco anos para cima. Elas acabam realizando o ato de satisfazer sexualmente o parceiro, mas com repulsa, aversão, como se fosse apenas uma obrigação de esposa/companheira/parceira, uma vez que elas próprias não sentem prazer na relação sexual.
Por tudo isso, ela acaba por permanecer num estado de submissão ao seu parceiro, querendo que ele adivinhe o desejo dela.
E por outro lado, o parceiro pode começar a sentir algo de estranho na relação, muitas vezes acabam tendo um caso extraconjugal, ou até mesmo desenvolvendo disfunções sexuais. Estas disfunções sexuais, em alguns casos, são o reflexo da relação do casal. Onde, a troca é escassa, o toque é quase imperceptível. Tanto homens como mulheres ficam propícios á uma disfunção sexual.
É muito importante, antes do diagnóstico de uma disfunção, saber que a relação sexual ocorre numa sucessão de fases, que estão ligadas entre si. Estas fases são chamadas de Fases da Resposta Sexual Humana: 


Desejo: É a parte inicial da relação sexual, é onde acontece a atração sexual, surge as fantasias com a pessoa desejada, pensamentos eróticos. O desejo sexual é algo inerente ao organismo. É como ter fome, ter sede, ter sono!
Excitação: Esta fase é a da preparação para o ato, desencadeada pelo desejo. Vem junto com as sensações de prazer, onde acontecem as alterações corporais, no homem há o endurecimento peniano, e na mulher a lubrificação vaginal.

Orgasmo: É o clímax da relação, é uma sensação de prazer máximo, que surge depois da fase crescente de excitação. No homem, acontece quando ele não consegue mais segurar a ejaculação, e na mulher são contrações musculares genitais.

Resolução: Fase após a relação sexual, que dá uma sensação de bem-estar, de relaxamento. Para o homem é o tempo de intervalo mínimo para obtenção de uma nova ereção. E na mulher, não existe esse tempo refratário, ela pode ter novamente essas fases até chegar novamente na resolução.